Quem pagará a conta?

E no início, criamos o que seria certo e o que seria errado.

E no meio, já estávamos cansados de viver tolhidos.

E no fim, nos libertamos de nossa criação.

E saímos por aí, aproveitando nossas cabeças e nossas mãos livres

para pensar e tocar aquilo que nos eram proibidos.

E acontece, que nos esqueceram de falar que

liberdade demais também nos tolhe.

E tudo isso é cruel mas a vida torna tudo maravilhoso,

pelo menos quando vemos que respiramos sem pensar,

que a folha cai da árvore por causa do vento que

não está “nem ai” para ela,

que só tropeçamos porque tinha uma pedra

no caminho e não porque o destino nos

odeia ou até mesmo porque Deus se esqueceu de nós.

A respiração, a folha e a pedra fazem parte da vida,

não é proibido pensar nelas mas também

não é aconselhável pensar demais nelas

pois ai a coisa toda perde a sua graça!

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antes e depois

Depois de um mês, depois do tempo ter levado uma eternidade para passar, depois de conviver com a ausência, depois de meu coração ter ficado vazio, depois de meus olhos não derramarem mais lágrimas, depois de meus sonos serem ocupados com lembranças, depois de minha memória ter virado curta, depois de sorrisos forçados, depois de abraços afastados, depois de desejos insatisfeitos. Depois de me esquecer o que é ter/receber carinho, cuidado, respeito, amor e atenção só queria  não continuar sofrendo.


“Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar fosse fácil”

Clarice Lispector

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caminho

O que determina nosso destino?

O que é, que nos mostra como uma visão o nosso futuro?

Será tudo culpa de uma maldição ‘mal’ amaldiçoada?

Será o tempo?

Se nascemos num dia ensolarado e de céu azul, seremos felizes; mas se for dia de chuva e céu cinza o que nos restará será o choro?

Solidão é culpa de um processo genético que nos marca como gado pro resto dessa finita vida?

O que fazer, o que pensar, pra onde ir quando não temos mais a certeza do que queremos, quando nossas supostas verdades caem por terra?

É o caminho, são as pedras da minha estrada eu sei, mas será que ela não poderia ser asfaltada?

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velando a morte

O vazio, só consigo acreditar que o futuro morto pensa no vazio, o que mais alguém a beira da morte pensaria?

Veria sua vida passando inteira como um filme apressado, diante de seus olhos? Sinceramente, acho que não!

O vazio dos olhos que transmitiam os últimos pensamentos do enfermo, me faziam lembrar o mar – noite de lua cheia, céu estrelado, vento morno, ondas lentas e a sensação de estar num momento excluído da realidade, sensação de perda para obter algo difícil mas necessário.

A cena do mar, da lua, do vento e das sensações passariam como um ciclo, sem escapatória, só à espreita do fim…

Esse é o ‘filme’ que acredito que o quase morto absorvia com o seu olhar vazio.

Eu queria, como queria poder ver o que ele via… acho que já sinto o cheiro da maresia.

Jolie 02/05/10

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PELO AMOR DE DEUS

Sei que não sou a pessoa mais justa para apelar ao Amor do Criador,

mas se foi ele quem me criou então deve haver

ainda que me afaste um grande amor.

Ou será que Ele foi cruel e me deixou abandonada?

Não, não me deixe não Senhor!

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Ser

Sim, eu aprendi que não devemos esperar demais das pessoas, esperar aquilo que nem elas mesmas tem a certeza se podem nos dar ou não. Já ouvi falar que esperar e depender demais das pessoas faz com que nossos sonhos sejam minados até a morte.

Eu vi muitos sonhos mortos, doentes, fracos e a implorarem uma segunda chance; eu vi e fiquei sem saber o que falar e fazer porque a dor deles doeu também em mim.

Sim, sei que não devemos esperar demais das pessoas por isso que não espero nada, apenas vou e  sei que o que vir ou não ficará no caminho.

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